Aplica-se à: HYv4

Assunto

Estou elaborado um projeto no qual fica acusando problemas de pressão, o que devo fazer?

Artigo

Muitas vezes, ao realizar as verificações finais de um projeto, observa-se que o programa acusa problemas de pressão insuficiente em uma ou mais peças de utilização.

Cabe lembrar que o programa detecta a pressão dinâmica disponível nos pontos de utilização de acordo com a diferença entre a altura geométrica da tomada d’água (pressão estática) e as perdas de carga dos trechos da tubulação que chega na conexão da peça. Ou seja, a pressão disponível é dada da seguinte forma:

 

 

P = hg – hp (m.c.a.)

Sendo que,

“P”, é a pressão dinâmica disponível;

“hg”, é a pressão estática devido ao desnível geométrico das tubulações;

“hp”, é o somatório da perda de carga devido ao comprimento tubulação e das perdas localizadas nas conexões.

Entretanto, vários podem ser os motivos os quais geram uma pressão insuficiente em uma peça. A seguir, a descrição de procedimentos prioritários que auxiliará o usuário a resolver esta questão.

 

1º - Verificações preliminares

A verificação de pressão normalmente é a última do projeto. Portanto, verifique se o programa não detecta problema como: de fluxo, de reduções e principalmente, os diâmetros mínimos das tubulações.

Fluxos incorretos, reduções incorretas nas tubulações e diâmetros muito pequenos poderão gerar problemas de pressão insuficiente e devem ser resolvidos caso seja detectados pelo programa. Porém, cabe ressaltar que o Hydros dimensiona os diâmetros através do critério da velocidade mínima na tubulação preconizado na norma NBR5626 / 98 - Instalação predial de água fria.

 

2º - Identificando peças problemáticas

Se o programa ainda acusar pressão insuficiente depois de resolvidos os problemas de fluxo e dimensionadas tubulações, é necessário localizar as peças com problemas e identificar as possibilidades que causam a falta de pressão nas mesmas.

Quando as pressões são verificadas, o programa identifica as peças com pressão insuficiente e gera uma caixa de diálogo que mostra as conexões onde apresentam o problema, clicando em mostrar:

 

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Indicação da peça com pressão insuficiente

Observe no exemplo ilustrado acima, que a caixa de diálogo indica com um círculo amarelo a conexão que apresenta o problema de pressão.

Muitas vezes, durante o lançamento, alguma peça foi inserida incorretamente, que pode gerar uma perda de carga excessiva no trecho que contém a conexão da peça. Os trechos e as perdas de carga são facilmente detectados quando gerada a planilha de pressões da peça e o diagrama de pressões.

 

Gerando a planilha de pressão da peça problemática:

  • Enquadre o desenho no seu ambiente, acessando Visualizar – Enquadrar;

  • Acesse Elementos – Memória de cálculo”.

  • Na caixa de diálogo que se abre, expanda o pavimento onde se encontra a peça problemática;

  • Observe que a memória de cálculo apresenta as peças hidraulicamente mais desfavoráveis de cada pavimento;

  • Localize a conexão no desenho clicando duas vezes sobre a peça na caixa de diálogo da memória de cálculo. A conexão será indicada com um círculo preenchido em amarelo. Verifique se é a mesma peça indicada anteriormente no diálogo de verificação de pressão.

  • Clique com o botão direito do mouse sobre a peça e selecione “Planilha de pressões

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Indicação da peça mais desfavorável da memória de cálculo

 

Observe que a planilha gerada pelo programa mostra a situação da peça, determina a pressão disponível e a mínima necessária para a utilização da mesma.

 

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Note que, neste exemplo, a pressão disponível é bem menor do que a mínima necessária. Isto ocorre por causa da excessiva perda de carga do sistema. Desta forma, a pressão dinâmica disponível, equivalente a diferença entre a pressão estática inicial e a perda de carga de todo o trecho da tubulação que chega à peça, dá um valor negativo.

A tabela seguinte apresentada pelo programa, nos mostra a perda de carga equivalente em cada trecho da tubulação que chega à peça, possibilitando o usuário identificar qual trecho que está com problema.

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Indicação do trecho e da perda na planilha de pressões

Observe que neste exemplo, o trecho 2-3 está com uma perda de carga muito elevada em relação aos outros trechos da tubulação. Possivelmente foi inserida uma peça incorretamente na conexão pertencente ao referido trecho.

 

Identificando o trecho com problema

Para localizar o trecho em questão no projeto, acesse a memória de cálculo e clique com o botão direito do mouse sobre a peça com pressão insuficiente selecionando “Diagrama de pressões.

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Acessando o diagrama de pressões na memória de cálculo

Observe que o programa gera toda a tubulação, partindo da tomada d’água até a peça selecionada, dividindo a tubulação geral trecho a trecho enumerada como na planilha de pressões.

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Diagrama de pressões

No desenho gerado é possível identificar o trecho em que a planilha de pressões acusou perda de carga excessiva e verificar o lançamento.  Cabe ressaltar, que o diagrama de pressões contém apenas elementos de desenho. O usuário deve acessar o detalhe isométrico e efetuar as alterações necessárias na peça inserida incorretamente na conexão do trecho com problema de perda.

OBS.: Ao observar o caminho da tubulação no diagrama de pressões, também é recomendado que o usuário verifique se cada conexão de todo o trecho foi lançada a peça correta, efetuando duplo clique sobre as mesmas nos detalhes isométricos que as contém.

3º - Alterando o diâmetro da tubulação

Depois de verificadas todas as situações enumeradas anteriormente, o programa ainda acusa pressão insuficiente em uma ou mais peças, o problema pode ser resolvido com uma simples alteração nos diâmetros das tubulações.

 

Aumentando o diâmetro externo das tubulações

Conforme descrito anteriormente, o programa dimensiona as tubulações através do critério da velocidade máxima do escoamento hidráulico interno aos tubos. Ou seja, mesmo depois de realizado o dimensionamento dos tubos, poderá haver problema de pressão, pois os diâmetros dos tubos serão diminuídos somente para atender a velocidade limite da água no interior dos mesmos.

Portanto, uma alternativa para ganhar pressão nas peças de utilização com problema, é aumentar o diâmetro externo das tubulações, especialmente quando é pequena a diferença entre a pressão dinâmica disponível e a mínima necessária.

Ressalta-se que o aumento dos diâmetros externos inicia-se a partir do tubo ligado na tomada d’água do reservatório até a peça com pressão insuficiente, conforme ilustra a figura abaixo.

 

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Diâmetros maiores mais próximos do reservatório

 

A seguir, o procedimento para aumentar o diâmetro externo das tubulações.

  • No ambiente do detalhe isométrico, selecione toda a tubulação em questão;

  • Acesse Elementos – Alterar propriedades;

  • Desabilite as opções “Rede” e “Material” e habilite o “Diâmetro”;

  • Selecione um diâmetro maior que o anterior e pressione “OK”;

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Alterando o diâmetro das tubulações

Depois de alterar os diâmetros das tubulações do trecho, novamente defina novamente as peças pendentes e verifique as pressões observando se o acréscimo de pressão foi suficiente para atender a pressão mínima necessária para o funcionamento da peça em questão.

 

Aumentando os diâmetros internos da tubulação

Para fins de dimensionamento, o programa utiliza o diâmetro interno convencional da tubulação lançada. Entretanto, a diferença entre o diâmetro interno e o externo varia de acordo com o fabricante. Para maiores detalhes sobre o procedimento de alteração de diâmetros internos em tubulações, acesse o artigo Ganhando pressão alterando os diâmetros internos.

4º - Outras opções

Elevando o reservatório

Outra maneira de acrescentar pressão nos pontos de utilização, é aumentando o nível geométrico da tomada d’água do reservatório. Para maiores detalhes sobre este procedimento, acesse o artigo Ganho de pressão elevando o reservatório

 

Inserindo Pressurizador

Quando um projeto hidráulico contempla instalações de água quente, algumas vezes o usuário se depara com pressões insuficientes nos pontos de utilização, indicando a rede de água quente como a mais desfavorável.

Obs.:  Leia o artigo Verificação de pressão em sistema de água quente e água fria para saber mais sobre a verificação de pressão nas duas redes.

Entretanto, devido à densidade menor da água quente, a maioria dos projetos que inclui a rede de água quente necessita de um pressurizador para acrescentar pressão no sistema. Leia os artigos   Cadastrando uma válvula redutora de pressão ou um pressurizador e Ingressando um pressurizador ou uma válvula redutora de pressão, para maiores detalhes sobre o cadastro e lançamento da referida peça.

Lembrando que a inserção de um pressurizador também é válida para acrescentar pressão a rede de água fria.

OBS: Em alguns casos o programa pode apresentar pressão negativa no barrilete, que pode ser verificado através da planilha de pressões. A resolução para esta questão deve ser feita de acordo com a sugestões já indicadas acima.

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