Aplica-se às versões: EBv5, EBv5Gold, EBv6, EBv6Gold, EBv7, EBv7Gold

Assunto

Existe a possibilidade de calcular e detalhar um pilar, como o exemplo da figura abaixo, no qual o pilar está rotacionado de 90° em relação ao pavimento inferior.

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Figura 1 - Pilar do Pavimento 2 rotacionado em 90° em relação ao Pavimento 1

Artigo

O lançamento do modelo estrutural com esta situação é possível. Porém, existem verificações e um detalhamento especial que deverá ser feito pelo usuário.

Os passos indicados abaixo, utilizando como exemplo a figura acima, facilitarão a compreensão de como proceder e para que fatos devem ser dados maior importância:

Lançamento

  • Lançar o pilar até o Pavimento 1 (onde se dará o giro), com o ângulo originalmente proposto;

  • No Pavimento 2 (acima do pavimento onde ocorre o giro), lançar o pilar com um ângulo igual ao do pilar inferior acrescido do ângulo de giro. Por exemplo, se o pilar havia sido originalmente lançado com um ângulo de 0°, o valor do ângulo de rotação do pilar no pavimento acima daquele onde ocorre o giro, deve ser 90° (caso se queira girar 90°). A indicação do ângulo de giro deve ser dada no diálogo do pilar, no campo "Ângulo de rotação".

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Figura 2 - Janela de edição gráfica de pilares

O ângulo de rotação deve ser informado ao pilar no pavimento acima daquele onde, fisicamente, o giro ocorre, tendo em vista que os pilares, retratam o pilar deste pavimento para baixo (vide critério de montagem de pilares).

Deve-se prestar atenção ao seguinte ponto: o eixo (ponto de inserção) do pilar deve ser lançado na mesma posição em todos os pavimentos. Do contrário, o pilar estará lançado inclinado (veja o artigo "Pilares Inclinados no Pórtico 3D").

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Figura 3 - Lançamento dos pilares

Dimensionamento e detalhamento

Apesar de permitir o lançamento e calcular a armadura de fretagem de estribos, o programa não faz a verificação e o detalhamento da armadura longitudinal de espera da área de transição. Essa área de transição é a intersecção da seção dos dois pilares onde ocorre o giro. Trata-se de uma situação especial em que o usuário deverá recorrer a bibliografias e as normas vigentes.

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Figura 4 - Área de contato entre os pilares

O programa verifica a continuidade das esperas dos pilares e a existência de barras que devem nascer ou morrer, porém, mais uma vez,  ressalta-se que não são calculadas nem detalhadas as armaduras longitudinais das esperas da área reduzida de transição. O programa calcula a armadura de cada pilar, indicando-a na janela de Pilares, tabela "Resultado", mas impede o detalhamento emitindo "Erro D07 - Posição inválida da seção superior", lembrando que existem verificações e cálculos adicionais a serem feitos.

Existe uma opção para que cada pilar seja detalhado separadamente, a critério do usuário. Para isso, é necessário que, no pavimento onde ocorre o giro (Pavimento 1 no exemplo acima), o mesmo esteja com a configuração de espera como "Isolada", na janela de  pilares, tabela "Escalas", na coluna "Espera".

Pilares_rotacionados_em_relacao_ao_ pavimento_inferior(c)_Eb

Figura 5 - Configurando a espera como isolada na janela de Pilares

Desta maneira o programa simplesmente continuará as barras do pavimento inferior, sem verificar se parte destas morrem, ficando esta atribuição ao usuário. Ao ativar a opção "Isolada", o cálculo da fretagem será ignorado, também ficando a critério do usuário. Um detalhamento correto e todas as verificações pertinentes devem ser feitas à parte.

Para transições de pilares nas quais a seção superior estiver totalmente contida na seção inferior, o programa calcula e detalha a armadura de fretagem somente com estribos de acordo com os critérios apresentados em Leonhardt [1], como descrito na ajuda eletrônica do programa ajuda, em Armadura de fretagem.


Sugestões

Algumas verificações que se deve fazer são:

  • Verificar a tensão na área reduzida (área de contato na transição de pilares) conforme o item 21.2.1 da NBR 6118/2003 e calcular a armadura de espera para esta área reduzida.

Essa armadura pode ser calculada como uma área de aço necessária a compressão em uma seção de concreto de um pilar curto, considerando-se a área da seção como a  área de contato e a tensão no concreto aumentada conforme o item  21.2.1 da NBR 6118/2003. O detalhamento pode ser feito conforme recomendado em Leonhardt [1].

[1] Leonhardt F.; Mönnig E. -  Construções de Concreto - "Casos Especiais de Dimensionamento de Estruturas de Concreto Armado" - Volume 2 - Capítulo 3 - Editora Interciência.

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A partir da versão V7 do Eberick, passou a ser considerado o apoio parcial do pilar sobre a viga. Com isso, caso a seção rotacionada do pilar esteja contida sobre uma viga e a mesma respeite alguns critérios geométricos, o pilar será dimensionado e detalhado, com as esperas das barras da seção rotacionada nascendo  sobre a viga.

Para maiores informações a respeito dos critérios adotados e funcionamento do apoio parcial sobre vigas, sugere-se a leitura do seguinte artigo: Pilar parcialmente apoiado em viga.


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