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Assunto

Como faço para configurar classes de concreto no Eberick?

Artigo

O programa AltoQi Eberick é um sistema destinado ao projeto de edificações em concreto armado, que dimensiona os elementos estruturais baseado nos limites de resistência à compressão do concreto prescritos pela norma NBR 6118:2007.

No item 8.2.1, a NBR 6118:2007 diz que: “A classe C20, ou superior, se aplica a concretos com armadura passiva e a classe C25, ou superior, a concretos com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações, conforme a NBR 6122, e em obras provisórias”. O programa disponibiliza inicialmente, no menu Configurações-Materiais e Durabilidade, botão Classes, os concretos C10, C20, C25, C30, C35, C40, C45 e C50, com os valores de fck correspondentes.

Como a Norma indica a utilização de concretos de resistência de 15 a 50 MPa, foram configuradas as classes de concreto mais usuais, para que o usuário não precise configurá-las inicialmente.

Neste menu permite-se configurar, não apenas diferentes tipos de concreto, mas também informações individuais sobre a resistência à tração e à compressão, peso específico, abatimento e módulo de elasticidade dos concretos a serem utilizados no projeto.

Caso seja informado para um dado elemento um concreto com valor de fck inferior a 15 MPa ou ao mínimo valor recomendado para o elemento, o fato será apresentado na janela de Avisos na verificação dos parâmetros para cada elemento que utilize esta classe de concreto.

Para criar uma nova classe de concreto, além das existentes, deve-se clicar no botão “+”, definindo uma identificação para este concreto, bem como a resistência característica à compressão. Além destes parâmetros, deve-se definir os demais itens, tais como, o coeficiente de minoração, o peso específico do concreto e o slump. Os outros fatores podem ser calculados automaticamente pelo programa, ou informados pelos usuários, caso existam valores diferentes obtidos em ensaios.

 

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Figura 1 - Janela de classes de concreto

Recomenda-se que nos casos em que não forem realizados ensaios e não existirem dados mais precisos sobre o concreto usado na obra, seja adotado o cálculo automático para cada classe de concreto, conforme disposições normativas.

Esta configuração, além de possibilitar a utilização de diferentes classes de concreto para os pavimentos, permite também definir diferentes resistências características à compressão (fck) para os elementos em um mesmo pavimento.

Deve-se tomar cuidado com alguns aspectos relativos à utilização de diferentes fck´s entre os elementos do pavimento. Isso terá grande importância quando as resistências características do concreto de vigas e pilares tiver uma diferença significativa.

Quando for necessário o emprego de diferentes fck´s no pavimento, devem ser tomados certos cuidados e serem seguidas recomendações normativas e bibliográficas para a concretagem das peças e regiões da estrutura comuns entre os elementos.

Thomaz (2004) cita como exemplo para uma situação típica de projeto a região do nó constituído do encontro dos pilares e vigas transversais, onde, entre os cuidados a serem tomados nestas regiões, destacam-se:

  • Adotar procedimento de concretagem, na região de cruzamento entre pilares e vigas, de forma alternativa, concretando o pilar até o topo da viga, avançando-se a concretagem nas vigas além das seções mais solicitadas por forças cortantes; 

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Figura 2 - Procedimento de concretagem do nó do encontro de pilares e vigas

  • Anteparos deverão ser convenientemente introduzidos no interior das fôrmas das vigas, de modo a obter-se uma adequada compacidade do concreto nas proximidades de cada nó, preparando-se em seguida juntas frias (pelos processos convencionais) nas seções onde será realizada a união entre os diferentes tipos de concreto;

  • Embora a probabilidade seja bem pequena, para evitar micro-fissuras internas no nó pelo assentamento plástico do concreto no interior da fôrma do pilar (já que o concreto da viga estará contido pelo fundo da sua fôrma), este poderá ser lançado em duas etapas: concretam-se todos os pilares apenas até a base da viga, duas a três horas depois concretam-se os complementos, na ordem dos pilares obedecidas na 1º fase de concretagem.

Deve-se lembrar que cabe ao projetista da estrutura a responsabilidade pelas definições anteriores, bem como as demais, caso não tenham sido citadas acima.

Referências bibliográficas

[1] Thomaz; Ercio. -  IPT Responde - "Revista Téchne" –Edição 92 – Ano 12 (2004) - Editora PINI.

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